Iván Fresneda: «Sou eternamento grato a Rui Borges»

Iván Fresneda concedeu grande entrevista ao diário AS, na qual o lateral espanhol foi confrontado sobre a importância de Rui Borges na sua carreira e, na resposta, não poupou elogios ao treinador do Sporting.
«Assim que cheguei, Rui Borges falou comigo. Numa época em que se falava muito sobre eu poder sair. Sou eternamente grato a Rui Borges. Vinhamos de resultados negativos e ele mostrou-me muita confiança. Como ele estava a apostar em mim, eu retribuí em campo. Deu-me muito, tanto ele quanto a equipa técnica. Do ponto de vista mental, mudei para melhor. Eu vinha de uma lesão, de jogar pouco e assim consegui recuperar o nível, contribuir. Eu tento melhorar todos os dias», disse Fresneda.
Rui Borges atento à movimentação de Fresneda (IMAGO)
O lateral fez uma antecipação do duelo contra o FC Porto em fevereiro e ainda falou das expectativas sobre o resto da época: «O calendário para a segunda metade da época é complicado, mas precisamos de aproveitá-lo. Se quisermos ser campeões aqui, temos de perder o mínimo de pontos possíveis. Temos de ser ainda melhores nesta segunda volta. A primeira não foi má, mas precisamos de mais. Temos de olhar para dentro para conseguir alcançar o objetivo de vencer o campeonato. Vamos jogo a jogo. Também há a Taça, que queremos ganhar, como no ano passado.»
Fresneda pode ter-se despedido no clássico com o FC Porto (MIGUEL NUNES)
Sobre o dérbi lisboeta com o Benfica, Fresneda lança um audível «incrível!». E continua: «A competitividade das equipas do topo é enorme. Um clássico é algo que gera muito ao redor de todos. É vivido com muita intensidade. É uma rivalidade lendária, de muitos anos. É incrível como tudo é vivido, o que os adeptos em Lisboa movimentam para o jogo. Como, no dia do jogo, os adeptos vêm acompanhar a equipa da academia até o estádio. É espetacular o que é vivido, tanto no País quanto no exterior. A expectativa gerada na antevisão… Raramente algo assim acontece. É incrível. Os nossos adeptos acompanham-nos em todos os estádios. Às vezes, jogamos longe e eles fazem-nos sentir em casa. Os meus amigos e família ficaram impressionados. Talvez Espanha não leve em consideração a dimensão do que é um clássico aqui.»
Sudakov teve dificuldades para se libertar da marcação de Fresneda, mas acabou por marcar o golo do empate (1-1) do Benfica — Foto: IMAGO
A conversa passava, entretanto, pela partilha de balneário com Gyokeres e como Fresneda evoluiu com isso. «Sim, ele também é um avançado que gosta de descer para os corredores,para ganhar espaço e, claro… Tens de cobrir um espaço nas costas dele e começar a correr. Claro que aprendes. Tenho uma relação muito boa com ele. Tens de defender os jogadores desse poderio, para os deixar ir no espaço e resistir a um combate corpo a corpo na condução. Desejo tudo de melhor para ele», atirou.
Após essa resposta, e feita a ligação com Luis Suárez, Fresneda concluiu: «Ele dá-nos muito e chega num bom momento. Antes que me perguntes, eles são jogadores diferentes, ele e Gyokeres. Eles jogam na mesma posição, mas têm características diferentes. Agora o Luis, assim como Gyokeres, está a fazer um ótimo trabalho. O Luis é super importante.»
A conclusão desta entrevista foi feita com uma comparação com o compatriora Pedro Porro, quer no Sporting, quer na seleção de Espanha: «Esse é um objetivo que não consigo tirar da cabeça. É algo que quero alcançar. Um dia, gostaria de ter essa oportunidade e trabalho todos os dias para que esse tipo de coisa venha. Trabalho com humildade, esforço e sacrifício. É um dos meus objetivos. O Pedro [Porro] tem uma grande carreira e demonstra isso há muito tempo e, claro, merece estar na posição em que está. Desejo tudo de melhor para ele. Também tenho um bom relacionamento com ele.»
Fresneda tornou-se numa das peças importantes dos leões nos últimos jogos – Foto: IMAGO




