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Djokovic-Alcaraz e Sabalenka-Rybakina nas finais do Open da Austrália

Austrália – Melbourne viveu quatro meias-finais contrastadas, o Open da Austrália 2026 avança para um fim-de-semana decisivo de grande nível. No quadro masculino, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz garantiram presença na final depois de combates que ilustram, cada um à sua maneira, o mais alto nível do ténis actual. No quadro feminino, Aryna Sabalenka e Elena Rybakina vão encontrar-se num duelo aguardado entre duas jogadoras.

Publicado a: 30/01/2026 – 16:14


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Esta sexta-feira, 30 de Janeiro, Novak Djokovic recordou por que continua a ser uma referência absoluta do circuito. Aos 38 anos, o sérvio derrotou o número dois mundial e duplo campeão em título Jannik Sinner em cinco sets (3-6, 6-3, 4-6, 6-4, 6-4), no final de um encontro de intensidade rara. Por duas vezes em desvantagem, pressionado pelo ritmo e pela limpeza de pancada do italiano, Novak Djokovic nunca quebrou.

Numa Rod Laver Arena em ebulição, soube desgastar de forma paciente o adversário, variando trajectórias, prolongando trocas de bola e agarrando-se a cada jogo de serviço. O quarto set, ganho à base da resistência, marcou a viragem do encontro. No quinto set, Novak Djokovic reencontrou essa capacidade única de elevar o seu nível quando tudo parece vacilar. Mais preciso e mentalmente mais sólido, garantiu uma nova final em Melbourne, com o objectivo de conquistar um 25.º título do Grand Slam, um recorde absoluto que reforçaria ainda mais a sua lenda.

Alcaraz até ao limite frente a Zverev

Carlos Alcaraz inaugurou as meias-finais masculinas num registo bem diferente. Frente a Alexander Zverev, o espanhol protagonizou um combate titânico de quase cinco horas e meia. Demolidor no início, o número um mundial distanciou-se rapidamente, vencendo os dois primeiros sets graças à sua variedade, velocidade e ousadia.

Mas o cenário alterou-se. Vítima de cãibras e menos explosivo, Carlos Alcaraz viu Alexander Zverev regressar ao encontro, impor a sua potência e empurrar a partida para um quinto set de cortar a respiração. Sempre no limite, o espanhol recorreu a reservas mentais inesperadas para se manter de pé e fechar o encontro num derradeiro set completamente louco. Exausto, mas vencedor, garantiu mais uma final de Grand Slam, provando que também sabe vencer no sofrimento.

A final masculina entre Novak Djokovic e Carlos Alcaraz promete assim um verdadeiro choque de gerações e de estilos: a experiência, a ciência do jogo e a gestão dos momentos-chave contra a juventude, a criatividade e a intensidade física.

Sabalenka – Rybakina, a final aguardada no quadro feminino

No quadro feminino, a lógica foi respeitada. Aryna Sabalenka e Elena Rybakina, impressionantes desde o início da quinzena, chegaram à final sem perder um único set. Aryna Sabalenka dominou por completo a meia-final frente a Elena Svitolina (6-2, 6-3), impondo um ritmo infernal e uma potência que poucas conseguem suportar.

Elena Rybakina, por sua vez, enfrentou maior resistência frente a Jessica Pegula, sobretudo num segundo set equilibrado, resolvido no tie-break (7-6 [7]). Mas, tal como as anteriores, a norte-americana acabou por ceder perante a regularidade e o sangue-frio da cazaque.

A final de sábado anuncia-se à altura das expectativas. Aryna Sabalenka lidera por 8-6 nos confrontos directos, mas Elena Rybakina tem armas para criar duvidar. Potência, serviço e agressividade: todos os ingredientes reunidos para um duelo imprevisível.

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