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VÍDEO: Lula anuncia que está 100% curado de câncer

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  • Lula declarou, nesta sexta‑feira (12), estar 100 % curado de câncer de pele após concluir a 15ª sessão de radioterapia no Hospital Sírio‑Libanês.
  • O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, onde o presidente retirou o chapéu usado desde a cirurgia para mostrar a cabeça.
  • O tumor era basocelular; Lula passou por cirurgia no couro cabeludo no fim de abril e iniciou a radioterapia em 25 de março como medida preventiva.
  • O tratamento, considerado de alta taxa de cura quando precoce, foi concluído sem complicações, segundo o próprio presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (12) estar plenamente curado do câncer de pele, após concluir a 15ª e última sessão de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês. O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde Lula retirou o chapéu que vinha usando desde a cirurgia e mostrou a cabeça aos presentes. O tratamento, iniciado em março como procedimento preventivo, chegou ao fim no mesmo dia em que o presidente lançou o programa Move Brasil para entregadores de aplicativos, mantendo a agenda política em pleno funcionamento.

Lula anuncia cura e fim do tratamento

“Hoje eu fui ao Hospital Sírio-Libanês e terminei a 15ª radioterapia. Eu tive câncer de pele, e a radioterapia é para sumir qualquer perspectiva [de alguma complicação”, declarou Lula durante a solenidade. Em seguida, afirmou estar feliz “pela cura definitiva” e retirou o chapéu para mostrar a cabeça ao público presente no Planalto, num gesto que sintetizou o encerramento de meses de tratamento discreto.

O anúncio ocorreu durante o lançamento do Move Brasil – Entregadores e Motoapp, programa voltado ao financiamento da compra de motos e bicicletas para trabalhadores de aplicativos. A escolha do momento não foi acidental: ao lado de uma política pública voltada a uma categoria popular, Lula comunicou sua recuperação diante de aliados, ministros e representantes dos trabalhadores, transformando o ato médico em declaração pública de disposição.

Veja vídeo do anúncio:

O tratamento e o tipo de câncer

O câncer diagnosticado em Lula era do tipo basocelular, o mais comum e o menos grave entre os cânceres de pele, com altas taxas de cura quando tratado precocemente. No fim de abril, o presidente foi submetido a uma cirurgia para retirar a lesão do couro cabeludo. A radioterapia veio como etapa complementar: a primeira sessão ocorreu em 25 de março, e o boletim médico divulgado à época a descreveu como procedimento preventivo, destinado a eliminar qualquer risco residual após a intervenção cirúrgica.

Ao longo das 15 sessões, o tratamento seguiu o padrão moderno para casos como o de Lula: feixes de elétrons direcionados à área tratada, com sessões de poucos minutos cada. Os efeitos colaterais tendem a ser localizados e leves, como vermelhidão, irritação cutânea e queda temporária de cabelo na região irradiada. O presidente realizava as sessões pela manhã, em Brasília, e manteve a agenda de compromissos e viagens sem interrupções durante todo o período.

Contexto político e imagem pública

Com 80 anos e candidatura à reeleição em outubro, Lula tem adotado uma estratégia deliberada de projetar vitalidade. Desde a cirurgia, o presidente foi discreto ao extremo durante o tratamento. O anúncio da cura, feito pessoalmente e com o gesto de retirar o chapéu, encerrou esse ciclo de silêncio de forma calculada.

A estratégia de imagem vai além das declarações. Lula tem publicado vídeos de sua rotina de exercícios nas redes sociais, com caminhada, musculação e exercícios de fortalecimento, acompanhados de legendas como “Domingo também é dia de cuidar da saúde”. Em 2025, participou de uma caminhada em homenagem ao Ministério da Educação e correu justamente no trecho mais íngreme do percurso. A primeira-dama Janja da Silva também contribui para essa construção, compartilhando registros que mostram o presidente treinando desde as primeiras horas da manhã. O conjunto forma uma narrativa de vigor físico que responde diretamente às tentativas da oposição de transformar a idade em vulnerabilidade eleitoral.

Repercussão e o cenário eleitoral

O anúncio da cura chega num momento em que a direita e a extrema direita apostam no fator etário como linha de ataque para 2026, a exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos com o ex-presidente Joe Biden. Essa aposta, porém, encontra pouca adesão no eleitorado brasileiro. Pesquisa da Indexa Pesquisas, divulgada pelo Estadão, mostrou que 67,2% dos brasileiros não veem a idade de Lula como impedimento para governar. Os que enxergam algum impacto da idade somam 29,2%, menos da metade daqueles que rejeitam essa avaliação.

Para o CEO da Indexa, Arilton Freres, a disputa de 2026 tende a ser definida por temas mais concretos: “Os dados indicam que a disputa deverá ser influenciada muito mais por temas ligados à economia, renda e qualidade de vida da população do que pela questão etária dos candidatos.”

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