Michelin Portugal: dez novos restaurantes ganharam uma estrela, mas nada de cotação máxima

Portugal tem agora 53 restaurantes com estrelas no Guia Michelin — entre uma e duas —, mas segue sem um “três estrelas”, a cotação máxima da publicação. A nova leva de estrelados lusitanos foi anunciada hoje, em noite de gala no Hotel Savoy de Funchal, Ilha da Madeira, auditório lotado de chefs. “A terceira estrela não sai, temos restaurantes que merecem e muito receber a cotação máxima”, desabafou o chef Pedro Pena Bastos, do Broto, um dos 34 restaurantes incluídos na categoria Recomendados deste ano. O Sult, de Nelson Soares, com matriz no Rio de Janeiro e que há menos de dois anos abriu filial em Cascais, também foi recomendado nessa edição.
Apesar da frustração de a terceira estrela seguir ausente no cenário gastronômico luso, o anúncio das novidades deste ano teve momentos animadores, com dez novos restaurantes com uma estrela, subindo para 44 casas agraciadas pelo país todo. Entre eles o In Diferente, no Porto, da brasileira Angelica Salvador, que já era Bib Gourmand e ganhou agora uma estrela. É a primeira brasileira com uma estrela Michelin na Europa. É casada com o chef português Tiago Bonito, do Eon, no Porto, que também ganhou uma estrela e participou de algumas edições do Rio Gastronomia.
A chef paranaense Angelica Salvador ganhou sua primeira estrela Michelin no In Diferente, no Porto — Foto: Luciana Fróes
Outro momento para celebrar: o Fitfy Seconds, de Rui Silvestre, em Lisboa, é o mais novo duas estrelas. Se junta a Belcanto, Henrique Sá Pessoa, Casa de Chá da Boa Nova, Ocean, The Yeatman, Joya e Antiquua, Galo Douro, que mantiveram as estrelas. Com a novidade, agora são nove duas estrelas em Portugal.
”Quando saiu aquela leva de novos uma estrela, vi que não teríamos a terceira. Não sai, não tem jeito”, disse José Avillez.
Essa foi a terceira edição do Guia Michelin dedicado exclusivamente aos restaurantes portugueses. Até 2023, Espanha e Portugal apareciam juntas. Os inspetores parecem mais generosos com a mesa espanhola: na edição 2026, são 300 estrelados, dos quais 16 mereceram as valiosas três estrelas.
Estes são os 10 novos restaurantes com 1 estrela (mais dois do que em 2025):
A Cozinha do Paço – Évora (Afonso Dantas), Alameda — Faro (Rui Sequeira), DOC — Porto (Rui Paula/Sandro Teixeira), Éon — Porto (Tiago Bonito), Gastro by Elemento — Porto (Ricardo Dias Ferreira), Indiferente — Porto (Angélica Salvador), Kappo — Cascais (Tiago Penão), Largo do Paço — Amarante (Francisco Quintas), Mapa — Montemor (David Jesus), Schistó — Peso da Régua (Vítor Matos/Vitor Gomes).
Fica a lista dos restaurantes com estrela Michelin em Portugal, por ordem alfabética:
2 estrelas (9 restaurantes)
- Antiqvvm – Porto (chefe Vítor Matos)
- Belcanto – Lisboa (chefe José Avillez)
- Casa de Chá da Boa Nova – Leça da Palmeira (chefe Rui Paula)
- Fifty Seconds, Lisboa (Chefe Rui Silvestre)
- Henrique Sá Pessoa – Lisboa (chefe Henrique Sá Pessoa)
- Il Gallo d’Oro – Funchal (chefe Benoît Sinthon)
- Ocean – Porches (chefe Hans Neuner)
- The Yeatman – Vila Nova de Gaia (chefe Ricardo Costa)
- Vila Joya – Praia da Galé (chefe Dieter Koschina)
1 estrela (44 restaurantes) – eram 38 em 2025
- 2Monkeys – Lisboa (Chefes Vítor Matos e Guilherme Spalk)
- A Cozinha – Guimarães (chefe António Loureiro)
- A Cozinha do Paço – Évora (Chefe Afonso Dantas)
- Alameda, Faro (Chefe Rui Sequeira)
- A Ver Tavira – Tavira (chefe Luís Brito)
- Blind, Porto (Vítor Matos / Stephane Costa)
- Bon Bon – Carvoeiro (chefe José Lopes)
- Cura – Lisboa (chefe Rodolfo Lavrador)
- Desarma – Funchal (Chef Octávio Freitas)
- DOC – Folgosa, Armamar (Chef Rui Paula / Sandro Teixeira)
- Encanto – Lisboa (chefe José Avillez / Diogo Formiga)
- Éon – Porto (Chefe Tiago Bonito)
- Epur – Lisboa (chefe Vincent Farges)
- Euskalduna Studio – Porto (chefe Vasco Coelho Santos)
- Feitoria – Lisboa (chefe André Cruz)
- Fifty Seconds – Lisboa (Chefe Rui Silvestre)
- Fortaleza do Guincho – Cascais (chefe Gil Fernandes)
- G Pousada – Bragança (chefe Óscar Geadas)
- Gastro by Elemento – Porto (Chefe Ricardo Dias Ferreira)
- Gusto by Heinz Beck – Almancil (chefe Heinz Beck / Stefano Bulla)
- Indiferente – Porto (Chefe Angélica Salvador)
- Kabuki Lisboa – Lisboa (Chefe Sebastião Coutinho)
- Kanazawa – Lisboa (Chefe Paulo Morais)
- Kappo – Cascais (Chefe Tiago Penão)
- Lab by Sergi Arola – Sintra (chefe Sergi Arola)
- Largo do Paço – Amarante (Chefe Francisco Quintas)
- Le Monument – Porto (Chefe Julien Montbabut)
- Loco – Lisboa (chefe Alexandre Silva)
- Mapa – Montemor-o-Novo (Chefe David Jesus)
- Marlene – Lisboa (Chefe Marlene Vieira)
- Mesa de Lemos – Silgueiros, Viseu (chefe Diogo Rocha)
- Midori – Sintra (chefe Tiago Santos)
- Ó Balcão – Santarém (Chefe Rodrigo Castelo)
- Oculto – Vila do Conde (Chefe Hugo Rocha / Vítor Matos)
- Palatial – Braga (Chefe Rui Filipe)
- Pedro Lemos – Porto (chefe Pedro Lemos)
- Sála – Lisboa (Chefe João Sá)
- Schistó – Peso da Régua (Chefe Vítor Matos / Vítor Gomes)
- Vila Foz – Porto (chefe Arnaldo Azevedo)
- Vinha – Vila Nova de Gaia (Chefes Jonathan Seiller / Henrique Sá Pessoa)
- Vista – Portimão (chefe João Oliveira)
- William – Funchal (chefe José Diogo Costa)
- Yoso – Lisboa (Chefe Habner G)
*Luciana Fróes viajou a convite de Visit Portugal e TAP




