As oferendas dedicadas a Iemanjá agora não poluem a ‘casa’ da Rainha do Mar

Embora as homenagens a Iemanjá sejam mais comuns no Rio na noite de réveillon, a principal data dedicada à Rainha do Mar é 2 de fevereiro, dia que também celebra Nossa Senhora dos Navegantes no calendário católico.
A data, que acaba de ser reconhecida por Eduardo Paes como Patrimônio Cultural Imaterial e incluída no Calendário Oficial da Cidade do Rio, deve atrair um público de cerca de 30 mil pessoas ao Arpoador para celebrar a ocasião.
A celebração, organizada pelo músico Marcos André, tem como protagonistas cerca de 450 lideranças religiosas de umbanda e candomblé, além de artistas de quilombos ligados ao jongo, ao samba e ao afoxé.
Há outro grande evento no Rio também em homenagem a Iemanjá. Em 25 praias do estado, desde domingo, 25 de janeiro, até 1º de março, religiões de matriz africana reverenciam a divindade em um fórum organizado por Leonardo Mattos de Xangô.
O encontro inclui as tradicionais oferendas à Rainha do Mar: um balaio com pedidos à entidade, além de rosas brancas e azuis, ervas, águas de cheiro e alguns alimentos — todos materiais biodegradáveis, para evitar a poluição marinha.



