Feminino: Maria Inês Nogueira é reforço do FC Porto

Quatro anos depois rumar aos Estados Unidos da América, Maria Inês Nogueira está de regresso a Portugal para representar o FC Porto. A defesa de 22 anos rubricou um contrato válido para as próximas duas temporadas, até 2028, e vai estrear-se na Liga Portuguesa.
Portista de Lisboa, Maria Inês Nogueira deu os primeiros toques na Escola de Futebol do Belenenses, de onde saiu para o Sporting. A etapa em Alcochete começou nas sub-17, escalão em que assinou seis golos em 23 jogos, e continuou a nível sénior.
A defesa internacional jovem portuguesa – representou as seleções nacionais de sub-15 e de sub-19 – estreou-se na Segunda Divisão com apenas 15 anos frente ao União de Almeirim, em outubro de 2019, emblema contra o qual viria a marcar o primeiro golo como profissional dois meses mais tarde.
Em 2020/21 ajudou o conjunto lisboeta a sagrar-se campeão do escalão secundário antes de se mudar para Nova Jérsia e de passar a representar as NJIT Highlanders, a equipa do Instituto de Tecnologia local.
Enquanto tirava o curso de Gestão com Análise de Dados e Sistemas Informáticos, a nova camisola 20 do FC Porto capitaneou o emblema do principal escalão universitário, marcou cinco golos em 62 aparições distribuídas por quatro temporadas, participou nos 18 jogos disputados em 2025 e foi escolhida para a Equipa Ideal da Conferência Este.
Chegada à Invicta com “o sonho de jogar no patamar mais alto do futebol português”, Maria Inês Nogueira vai ser uma das caras novas do plantel que irá debutar na Primeira Divisão e descreve-se como “uma lateral direita rápida, forte e que odeia perder duelos”.
Uma notícia especial num momento especial: “Os meus pais tinham acabado de chegar aos Estados Unidos para assistirem à minha graduação. Tinha acabado de os ir buscar ao aeroporto, estávamos a jantar e o Paulo liga-me. Disse-me: “O FC Porto perguntou-me por ti, está interessado em ti”. No meio do restaurante, fui a correr dizer aos meus pais e foi brutal. Já estava muito feliz por os meus pais terem vindo ter comigo e receber essa notícia com eles ao meu lado foi brutal.”
Coração azul e branco: “Foi sempre um sonho chegar ao patamar mais alto do futebol português e poder chegar a esse patamar a representar o meu clube do coração é algo que não consigo colocar em palavras. Estou muito feliz e pronta para dar tudo o que tenho pelo clube que me faz amar jogar futebol.”
A experiência nos Estados Unidos: “Em Portugal ainda é difícil fazer desporto ao mais alto nível e ser bem sucedido na faculdade. Gostar de dar 100% em tudo o que faço e não queria estar 50/50 ou 80/20, por isso é que fui para os Estados Unidos, pois sabia que aí poderia dar 100% à camisola que estava a vestir e 100% aos estudos. Foi essa a razão pela qual decidi ir para o outro lado do Atlântico em vez de ficar cá esses quatro anos.”
Rapidez, intensidade e fisicalidade: “O jogo lá é muito rápido, é muito intenso e há muitos duelos físicos. Acho que é isso mesmo que trago de lá porque sobre a técnica e a tática não há dúvidas em Portugal. Jogar lá fez-me crescer fisicamente, fez-me pensar rápido e acho que é isso que trago. Jogar lá elevou o meu jogo.”
FC Porto a ajudar ao crescimento do futebol feminino: “O FC Porto abriu a equipa feminina no meu primeiro ano de faculdade e sabia que no fim da faculdade ia estar na Primeira Divisão. Na altura disse ao meu pai, a brincar, que queria ir jogar para o FC Porto passados três anos, mas o facto de se ter tornado realidade é inexplicável. Disse sempre que queria vir para aqui e conseguir chegar aqui é brutal.”
Um autorretrato como jogadora: “Sou lateral direita. Sou rápida, forte e odeio perder duelos. O que quero é ganhar a bola e ajudar a equipa no processo ofensivo. Dou tudo o que tenho dentro do campo e foco-me sempre naquilo que o treinador pede.”
Os primeiros objetivos de dragão ao peito: “Quero ajudar a equipa o máximo que puder, quero que a equipa dê tudo o que tem e que seja competitiva nesta nova etapa que é a Liga BPI.”
Caras bem conhecidas: “Tenho algumas colegas de seleção e outra que esteve comigo no Sporting, que é a Maria Ferreira. Sempre me dei bem com ela e estou feliz por poder jogar com ela outra vez.”
Uma mensagem para a família portista: “Peço que continuem a vir aos jogos e que continuem a apoiar a equipa. Prometo que vou dar sempre o meu máximo e tudo aquilo que tenho por este clube, dentro e fora do campo.”




